Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

R.I.P. The Rev

Hoje é dia de relembrar James Owen Sullivan, um génio absoluto. Um dia sério, desta vez, sem tão fofos ou coisas do género.

Eu nunca fui boa com palavras nem a expressar sentimentos, portanto confio para dizer o que eu não consigo na minha amiga Cátia, que aqui, neste texto que escreveu há exactamente um ano, se prova uma espécie de génio da escrita. Mas não posso simplesmente passar a pasta a outra. Sinto que também tenho de dizer algo. Então, aqui vai:

O Rev era acima de tudo um génio musical. Com um parafuso ou quinze a menos, mas um génio sem sombra de dúvida. Na minha leiga opinião de não-tocadora de bateria, os solos dele são de delirar. Não só se ouvem como também se sentem. Nas veias, das pontas dos cabelos até às pontas dos dedos. Ele compunha músicas (incríveis já agora) mas também de certo modo falava através da bateria.

Outra coisa dele é que ele não era como as celebridades normais de hoje em dia, e isso é o que faz os fâs e todos os outros respeitá-lo primeiro que tudo. Ora perseguia patos, ora dizia frases épicas, ora cantava canções estúpidas; fizesse o que fizesse, mostrava que era gente como nós. Sem dizer todos os pormenores da sua vida como todos fazem. Hoje em dia as chamadas celebridades, apesar disso, são apenas ideias, são só "fulano tal fez aquilo", nada mais. Quanto mais informação dão, mais distantes parecem. Nunca entendi como. Limitam-se a pairar por entre ideias abstractas de "eu sou o/a maior e toda a gente gosta de mim". Têm os seus 15 minutos de fama como a típica pessoa-que-todos-querem-ser ou a história trágica com a qual todos simpatizam e depois a moda passa. Dizem algo demasiado estúpido ou suficientemente chocante e lá estõ eles outra vez.

O Rev não. Ele estava acima disso. Tinha comportamento [maluco] de pessoa normal, como nós: era humano. Era apenas ele próprio, e mesmo assim ninguém lhe chega aos calcanhares

Mas para que é que eu estou a escrever tudo isto? O homem compôs isto, palavras para quê?

Também esta música, que foi a sua carta de despedida ao mundo, é uma das mais lindas que já ouvi.

E tal como ela, o texto da Cátia de que falei no início traz-me sempre lágrimas aos olhos. Espero que, de uma boa maneira, também traga aos vossos.

Acabo esta homenagem (muito menos do que ele merece) com esta muito mais digna e linda e simplesmente incrível que o resto da banda lhe fez. Espero que gostem (pois eu sei que vou chorar até mais não a ouvi-la).

 

Para terminar, digo ao Rev:

OBRIGADA.

publicado por carolaina às 10:43
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